Livraria Poetria
Livraria Poetria // Poesia e TeatroArquivo de sugestões
Nuno Brito
ELE ESTILHAÇA E DEPOIS VOLTA A UNIR.
ÀS VEZES CANTA, ÀS VEZES SANGRA.
Não é o Herberto Helder, nem pensar!
MAS TAMBÉM ELE BRILHA NO ESCURO E FRIO UNIVERSO DO QUE MUITOS HOJE OUSAM CHAMAR POESIA.
NUNO BRITO É O SEU NOME.
“A minha boca sabe a auto-estrada.
Que é que está o meu braço a fazer em cima daquele prédio?
Um grilo dentro do coração sempre a cantar uma morte violenta.
O sol bate forte na cabeça.
O semáforo está roxo. Não é para andar nem para parar.”
“O meu quarto sabe a pessoas que se atiram do alto dos muros,
a tinta azeda, a leite estragado
O meu quarto sabe a gente que entra e que sai
Trazem o Sol e levam o Sol
Com ar desinteressado desviam o curso dos rios
o nosso destino é escrevê-los
O meu quarto sabe a veia inchada
A livro a escrivaninha, a nada”
(Nuno Brito in “Delírio húngaro”, 1ª edição)
É urgente ler este livro.
Depois não se diga que não avisámos!…
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